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--- CEO da Sinovac: ‘Confiante em que podemos mudar a situação da pandemia’ ---

por Cidadã FM

em 25 de janeiro de 2021


farmacêutica chinesa que desenvolve a CoronaVac em parceria com o Instituto Butantan, disse estar confiante que o imunizante, aprovado para uso emergencial, possa “mudar a situação da pandemia no Brasil”. Em entrevista ao jornal O Globo, ele disse que o objetivo é evitar que as pessoas, uma vez infectadas pelo novo coronavírus, precisem de tratamento, internação e que corram risco de morrer.

“Nosso foco é nos ‘três nãos’: não à necessidade de tratamento médico, não à doença severa e não à morte. De acordo com a fase três dos testes clínicos, esse objetivo pode ser alcançado”, explicou. Questionado sobre quando será o próximo envio dos insumos para a produção da vacina no Brasil, ele disse não saber a data exata, mas acrescentou que já fechou o fornecimento de milhões de doses ao Butantan. O instituto já envasou todo insumo disponível no momento para a fabricação da CoronaVac e está com as máquinas paradas desde o último dia 17. O instituto aguarda a chegada de mais matéria-prima da China para continuar a produção do imunizante. “(…) Entendo a preocupação das pessoas.

O mundo inteiro está ansioso para ter as vacinas, todos os governos estão na expectativa de tê-las. Há uma escassez planetária no suprimento de vacinas. Não é uma questão que afeta apenas a população brasileira. Nós faremos o máximo para implementar o fornecimento de acordo com o contrato”, afirmou. Weidong lembrou que a empresa construiu uma nova linha de produção para 500 milhões de doses, o que significa que será capaz de dobrar a produção, ou seja, um bilhão de doses por ano. “Nossa cooperação com o Butantã é principalmente para fornecer o produto semipronto, e eles concluirão o processo. Assinamos um contrato comercial e vamos executá-lo. Acreditem no Butantã e na parceria com a Sinovac”, pediu.

Eficácia e nova variante

O CEO da Sinovac também foi questionado sobre sua avaliação a respeito da taxa de eficácia geral da vacina, que engloba todos os grupos analisados nos testes clínicos, de 50,38%.

Ele lembrou que está “cientificamente provado” por testes realizados no Brasil, na Turquia e na Indonésia que a vacina oferece proteção contra a covid-19

“Há um eixo vertical que mostra de alto a baixo os níveis de proteção capazes de prevenir hospitalizações, tratamento médico, sintomas leves e infecção. No alto do eixo temos os sintomas severos e as hospitalizações, para os quais a proteção é de 100%. Em seguida há a proteção para prevenir a necessidade de tratamento médico, que é de 78%. Nos sintomas leves e médios a proteção é mais baixa. A conclusão foi a de que o nível geral de proteção é de 50%”, explicou.

Weidong disse ainda que a nova variante do novo coronavírus encontrada em Manaus preocupa, mas que testes têm mostrado que a CoronaVac também é eficaz contra ela. “Essa é a nossa maior preocupação, mas neste momento estamos fazendo testes de larga escala em 18 diferentes localidades no Brasil e eles têm mostrado que a vacina oferece proteção contra esta variante em circulação no país. Também fizemos testes na China com uma variante europeia e comprovamos que a vacina também oferece proteção”, comentou.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/01/25/entrevista-ceo-sinovac.htm