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--- Empresário de Haaland reclama da participação de jogadores em protestos: “Devem ficar fora” ---

por Cidadã FM

em 29 de março de 2021


As primeiras rodadas das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2022 também foram marcadas pelos protestos de algumas seleções relacionados à realização do Mundial no Catar e às condições de trabalho dos operários. E participação dos jogadores nas manifestações políticas incomodou o superagente Mino Raiola. O empresário de astros como Ibrahimovic, Haaland e De Ligt se manifestou reclamando das federações usarem atletas como instrumentos.

Em entrevista ao programa ao canal holandês “NOS”, Raiola destacou que os jogadores devem usar suas redes sociais caso desejem se manifestar sobre questões fora dos gramados.

– Penso que a política deve ser mantida longe dos jogadores. Se eles quiserem se manifestar, tudo bem, têm seus próprios canais nas redes sociais para falar. A Fifa diz claramente no regulamento que não é permitido fazer manifestações políticas durante um jogo de futebol. Os jogadores devem ficar fora disso, isso é algo que diz respeito à Fifa, ao Catar e às federações – disse Raiola.

Depois de o jornal inglês “The Guardian” publicar uma reportagem denunciando mais de 6 mil operários mortos nas obras de estádios e infraestrutura do Catar, algumas federações resolveram se manifestar clamando pelos direitos humanos e usaram os jogos das eliminatórias para chamar atenção para a questão. Foi o caso da Noruega e da Holanda, seleções nas quais Raiola tem clientes importantes.

Os jogadores holandeses usaram camisas pretas com os dizeres “Futebol apoia mudanças” na entrada em campo contra a Letônia. Os noruegueses, por sua vez, foram a campo antes do confronto contra Gibraltar com camisas brancas e a inscrição “Direitos humanos dentro e fora de campo”.

Mino Raiola afirmou que, caso as federações desejem que os jogadores se manifestem sobre questões tão relevantes, eles precisam ser envolvidos nos processos de decisão, como nos votos para as sedes de Copa do Mundo.

– Na minha opinião, há muita pressão colocada sobre os jogadores. Não foram eles que escolheram para onde seria jogada a Copa do Mundo, foram as federações e a Fifa. A esta altura, se querem algo dos jogadores, devem deixá-los se envolver nas decisões – opinou.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/empresario-de-haaland-reclama-da-participacao-de-jogadores-em-protesto-devem-ficar-fora.ghtml

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