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--- Karol Rosa comemora boa fase no UFC e diz que sangue a motivou: “Poderia sangrar até morrer” ---

por Cidadã FM

em 9 de fevereiro de 2021


Em sua estreia em Las Vegas, Karol Rosa fez bonito e conquistou a terceira vitória consecutiva no Ultimate. Por decisão unânime dos juízes (triplo 30-27), ela derrotou a panamenha Joselyne Edwards, em disputa peso-galo do card preliminar do UFC Overeem x Volkov, no último sábado. A motivação extra para manter se manter invicta na competição veio do intenso sangramento sofrido na boca.

– Não percebi quando cortou, nem vi qual golpe que foi (o responsável pelo ferimento). Mas quando eu vi o sangue, foi a primeira vez em todas as minhas lutas que eu sangrei desse jeito, fiquei até empolgada. ‘Caraca, é isso mesmo, está saindo sangue, vamos que vamos’. Quando eu vi o sangue, me empolgou ainda mais porque eu percebi que amo o que eu faço, e estaria ali independente do que acontecesse. Eu poderia sangrar até morrer, mas eu iria ficar ali. Estava me amarrando – contou a brasileira, em entrevista coletiva após a luta.

Rosa sequer sabia onde estava cortado, só entendeu o que está acontecendo no intervalo do segundo para o terceiro assalto. No entanto, apesar de não ter tido medo de a luta ser interrompida e o sangramento ter dado um gás a mais, a atleta assumiu que o volume de sangue postergou o combate.

– Eu estava buscando algumas finalizações, mas tinha muito sangue. Eu até tentei pegar uma americana, mas estava escorregando, não tinha firmeza. Eu tinha treinado um golpe com meu mestre, de ir para o leg lock, mas eu acabei não indo também justamente por causa do sangue. Estava escorregando muito, eu acabei ficando com medo de tentar pegar e escorregar. O sangue me atrapalhou um pouco. Ficou bem escorregadio.

De acordo com a brasileira, o importante era a vitória e mostrar mais o seu potencial de versatilidade. Karol preferiu não desafiar ninguém, mas tem planos ambiciosos.

– Esse ano eu tenho uma meta de entrar para top 15, ir para top 10, e quem sabe até top 5. Eu sei que tenho potencial para estar entre as melhores. Não tenho ninguém em mente, quem o UFC colocar para mim está bom. Estou preparada para qualquer uma que eles colocarem. Pode ser top 10, top 5.

Esta foi a primeira vez que Karol Rosa enfrentou uma adversária estrangeira. Suas duas primeiras lutas no Ultimate foram, respectivamente, diante das compatriotas Lara Procópio e Vanessa Melo. Em setembro passado, enfrentaria a americana Sijara Eubanks, mas acabou não batendo o peso. A adversária seguinte seria a ex-campeã dos moscas Nicco Montaño, que se lesionou, sendo substituída por Joselyne Edwards.

– Como mudou a adversária, a gente teve que mudar a estratégia também. Mas sabíamos que o único perigo que a minha adversária poderia dar era no boxe. Ela é boa no boxe, striker, mas eu sou faixa-preta de jiu-jítsu. Meu mestre falou bem assim: ‘Acredita no seu jiu-jítsu, você é faixa-preta, então você pode colocar para baixo e pode finalizar. Isso me deixou bem confiante. Nas minhas duas lutas no UFC, eu não pude mostrar toda a minha versatilidade, que era colocar para baixo, ficar no ground and pound. Mas nessa luta eu consegui ficar mais confiante graças ao meu mestre, que é o responsável pelos chutes que agora fazem parte do jogo da peso-galo.

– Antes de ir para PRVT eu não chutava. Tinha muito medo de chutar por causa da lesão que eu tinha no joelho. Eu só comecei a chutar quando eu entrei para a PRVT. O mestre Paraná falou: ‘Cara, chuta, você tem um chute forte. Seu diferencial é o chute, pode acreditar que as meninas vão sentir. Você tem a perna grossa, você tem o chute forte, então vai dar certo’.

Assim como muitos lutadores que começaram o ano lutando, Rosa não pode aproveitar Natal nem Ano Novo. Perguntada sobre o que gostaria de comer agora, a brasileira, dona de 14 vitórias e três reveses, não hesitou em dizer que seria “um churrasquinho”.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/combate/noticia/karol-rosa-comemora-boa-fase-no-ufc-e-diz-que-sangue-a-motivou-poderia-sangrar-ate-morrer.ghtml

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