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--- ‘Não tem preço. É algo muito valioso que não se compra’, diz ginasta Arthur Nory ao recuperar 33 medalhas roubadas em SP ---

por Cidadã FM

em 10 de fevereiro de 2021


“Não tem preço. A medalha não tem preço, mas para a gente é algo muito valioso que não se compra”, disse o ginasta Arthur Nory, na noite de terça-feira (9), após recuperar 33 medalhas que tinham sido roubadas de sua casa, quatro dias antes. Elas foram encontradas pela Polícia Militar (PM) numa lixeira em Osasco, na Grande São Paulo, após denúncia anônima.

As medalhas tinham sido levadas por dois assaltantes que invadiram a residência de Nory, na Lapa, Zona Oeste da capital paulista, na sexta-feira (5). O atleta, que é medalhista olímpico, não estava no imóvel no momento do roubo. A Polícia Civil investiga o caso e ainda tenta identificar e prender os criminosos.

Segundo Nory, que ganhou bronze na prova de solo da ginástica artística nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, essa medalha, e outra que ganhou, a do ouro na barra fixa pelo Campeonato Mundial, estavam guardadas em outro local dentro da residência. Por isso não foram levadas pelos bandidos, que renderam duas pessoas para entrar no imóvel.

As medalhas foram amarradas pelos assaltantes, que, segundo elas, só levaram as peças porque não tinham encontrado mais objetos de valor dentro da residência.

“Tinha até mais do que eu tinha reportado. Eu falei que eram em torno de 15, mas tem 33. É porque eu não conto as medalhas. Falam que não dá sorte”, afirmou Nory aos jornalistas.

As medalhas recuperadas são de outras competições que o atleta disputou. Para o ginasta, mesmo assim, elas são muito importantes na sua carreira e têm um valor sentimental que não se compra.

“Foi a mesma emoção da conquista, pegando cada uma, vendo toda uma história ali. Uma por uma, lembrando de tudo que foi feito. De toda uma equipe por trás: treinador, psicologia, médicos. Todas cirurgias que nós atletas passamos, lesões. Então é uma conquista, é uma joia muito valiosa para o atleta”, falou Nory.

Segundo a Polícia Militar, as medalhas roubadas foram encontradas no Jardim Adalgisa, em Osasco. Elas foram levadas para a sede de uma companhia da PM na cidade, onde o ginasta foi pessoalmente retirar. Lá, ele foi fotografado ao lado dos policiais que encontraram seus pertences.

O roubo

 

No dia do assalto, uma mulher de 64 anos, funcionária da casa, contou que foi rendida por dois homens quando estava na porta de entrada da residência, que dá acesso à garagem. De acordo com ela, os criminosos entraram no imóvel em seguida. Depois levaram medalhas, uma mochila, chaves de um veículo e uma carteira de habilitação. A dupla fugiu em seguida sem levar o carro, que estava na garagem.

O caso foi registrado como roubo consumado no 7º Distrito Policial (DP), na Lapa. A Polícia Civil investiga o crime para tentar identificar e prender os assaltantes.

Inicialmente, a PM havia informado à TV Globo que os bandidos haviam escrito uma carta com um pedido de desculpas a Nory por terem roubado suas medalhas. Mas essa informação foi desmentida pelos policiais militares que estavam na delegacia.

O ginasta Arthur Nory com a medalha de bronze dele conquistada nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. — Foto: Acervo pessoal/Arthur Nory

O ginasta Arthur Nory com a medalha de bronze dele conquistada nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. — Foto: Acervo pessoal/Arthur Nory

Apelo nas redes sociais

 

Foi Nory quem procurou as suas redes sociais para contar que suas medalhas foram roubadas durante um assalto à sua casa.

O atleta relatou que os ladrões levaram ao medalhas e troféus banhados em ouro, sem valor financeiro, e outros objetos pessoais, como as chaves de um carro. O veículo que estava na garagem não foi roubado.

Na postagem que fez, Nory pedia que as medalhas fossem devolvidas devido ao “valor gigante”, apesar de apenas “simbólicas”.

Fonte:https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/02/10/nao-tem-preco-e-algo-muito-valioso-que-nao-se-compra-diz-ginasta-arthur-nory-ao-recuperar-33-medalhas-roubadas-em-sp.ghtml