Coronavírus: taxa de ocupação de leitos segue em patamar alto na capital

Na última quarta-feira (07/4), 89% dos leitos municipais de UTI estavam ocupados

DO1 Saúde | 11 de abril de 2021


Foto: MICHAEL DANTAS / AFP

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), apresentou dados atualizados em relação à pandemia do coronavírus na capital durante coletiva de imprensa on-line nesta quinta-feira (08/4).

Segundo o levantamento feito pela SMS, desde o último dia 3 de abril há uma estabilidade na ocupação dos leitos de UTI e enfermaria na cidade de São Paulo, mas em um patamar ainda elevado.

No dia 1º de abril, a capital registrou um pico com 93% de ocupação dos leitos de UTI. Na última quarta-feira (07/4) foi registrado 89% de ocupação desses leitos de UTI, 84% nos leitos de enfermaria e 81% nos pronto-socorros.

“Há uma estabilidade, mas é uma estabilidade num patamar muito alto em função do momento que nós estamos vivendo da pandemia”, explicou o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

Na série histórica, os dois principais picos de distribuição de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave em 2020 aconteceram nos dias 1 e 10 de junho. Já em 2021, os principais picos aconteceram nos dias 1 e 12 de março. A média móvel na última terça-feira foi de 616.

Segundo a SMS, na última quarta-feira (07/4) haviam 2.532 pessoas internadas com coronavírus (UTI e enfermaria) em São Paulo.

Atualmente, a capital conta com 12.344 leitos para covid, sendo 2.960 da rede municipal, 2.570 do estado e 6.814 privados. Até a última terça-feira (06/4), a ocupação desses leitos de UTI e enfermaria estava da seguinte forma:

– Privados: 5.402 – 79%
-Apenas de UTI: 87%

– Estadual: 2.229 – 87%
– Apenas de UTI: 96%

– Municipal: 2.542 – 86%
Apenas de UTI: 90%

“Somados só os leitos públicos do estado e do município, a cidade de São Paulo já tem mais leitos públicos do que toda a França”, afirmou Edson Aparecido.

Óbitos

Os grandes picos de óbitos em decorrência da pandemia do novo coronavírus registrados na capital em 2020 aconteceram nos dias 23 de maio e 2 de junho. Já em 2021, os picos foram em 22 e 24 de março.

A média móvel na última quarta-feira (07/4) foi de 79 óbitos no município de São Paulo.

“Nós tivemos um mês de março muito difícil e ainda não temos um horizonte, a não ser o impacto das medidas restritivas do feriado prolongado e da fase emergencial, para ainda daqui a 15 dias ter um impacto nas questões da transmissibilidade e, eventualmente, na ocupação de leitos”, finalizou o secretário Edson Aparecido.

Fonte: Prefeitura de SP