Pesquisa analisa comportamento de consumidores em farmácia e impactos da crise

DO1 Economia | 20 de maio de 2021


Imagem Divulgação

O mercado farmacêutico vem em um contínuo caminho de crescimento em uma comparação dos resultados dos últimos 12 meses em um período finalizados em março de 2021 com o mesmo período do ano anterior, os resultados apontaram uma alta de 16,2% dos valores vendidos, segundo dados da IQVIA.

Para analisar esse mercado foi realizada a Pesquisa Sobre o Comportamento do Consumidor em Farmácias no Brasil – Edição 2021, aplicada pelo IFEPEC (Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa) em parceria com a Unicamp e que entrevistou 4.000 consumidores de farmácias em todo o país.

A pesquisa analisou quais o comportamento e os tipos de medicamentos que são adquiridos pelos consumidores e apontou que, entre os entrevistados, o gasto médio de compra foi de R﹩ 54,01.

Segundo as respostas dos consumidores, 62,6% compraram pelo menos um genérico dentre os produtos adquiridos, desses 25% compraram apenas genéricos. Já em relação aos produtos de marcas, ele fez parte das compras de 63,9% dos consumidores e 24,4% compraram apenas esses produtos. Já os não medicamentos participaram de 23,4% das cestas de compras e apenas 4,6% compraram apenas essa categoria.

Observa-se nesse ponto um aspecto interessante desse mercado, que é a consolidação dos genéricos, porém ainda se tem uma força contínua dos medicamentos de marca.

Motivação é preço

Dentre os motivos do destaque desses medicamentos, com certeza está o preço. Na mesma pesquisa os consumidores ao serem questionados sobre quais os critérios de escolha de uma farmácia, ficou bem claro que o bolso e a comodidade são fatores primordiais na decisão, deixando vários outros de lado.

Dos entrevistados: 75,4% afirmaram escolher os estabelecimentos pelos preços e 14,9%apontaram a localização como fator importante para a escolha. Além desses fatores, foram considerados também: o estoque (5,1%), possuir atendimento da Farmácia Popular (2,4%), a facilidade de estacionar (0,9%) e o bom atendimento (1,1%).

Sobre a pesquisa

Essa foi a quinta edição da pesquisa que busca uma análise do perfil de consumo e que desta vez também buscou analisar os reflexos da pandemia para os frequentadores de farmácias.

“A realização dessa pesquisa no decorrer dos anos vem se mostrando uma ótima ferramenta de apoio na tomada de decisões, retratando de forma real o comportamento dos consumidores nos agrupamentos de farmácias de cada região. É imprescindível dispor de dados para estruturar os melhores rumos a serem tomados”, avalia Edison Tamascia, presidente da Febrafar.

Todo o desenvolvimento do material foi coordenado pelo IFEPEC (Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa) em parceria com o NEIT – Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia, do Instituto de Economia da Unicamp.

Para a realização do levantamento foram entrevistados até o mês de fevereiro de 2021, quatro mil consumidores nas ruas, após efetuarem suas compras em farmácias, selecionados de acordo com os agrupamentos a qual pertencem, segundo dados da IQVIA.

Fonte: Assessoria de Imprensa