Secretaria da Saúde e Instituto Butantã realizam estudos para monitorar nova variante indiana do Coronavírus

Ação irá ajudar a área da saúde a se preparar, com antecedência, para mutações do vírus em circulação

DO1 Saúde | 19 de maio de 2021


Imagem: Shutterstock

Durante toda a pandemia, a Prefeitura de São Paulo acompanha estudos científicos para embasar as decisões que são tomadas pelo município. Desta vez, uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com o Instituto Butantã irá analisar as novas variantes do Coronavírus em circulação. A ação servirá para ajudar na preparação da capital, com antecedência, adotando as medidas sanitárias que forem necessárias. Nesta terça-feira (18), o prefeito Ricardo Nunes falou sobre a nova pesquisa.

“Este trabalho da Vigilância Genômica está sendo feito pela Prefeitura de São Paulo para se antecipar. Uma ação conjunta com o Instituto Butantã, que analisa os testes para ver se existe ou não [a presença de novas variantes do vírus na cidade”, disse Nunes durante o início da vacinação para os profissionais de transporte coletivo.

Em março deste ano foi apresentado um estudo com as novas variantes em circulação na capital. Na ocasião, quase 65% dos vírus em circulação correspondia à variante brasileira P1. Para saber mais, clique aqui.

“Nós já fizemos as coletas de testes sorológicos, que estão sendo estudados pelo Instituto Butantã. A previsão é que em 20 dias seja feita uma apresentação destes dados em conjunto com o Instituto Butantã”, disse o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, sobre o novo estudo.

Variante Indiana

Recentemente, a variante indiana do Coronavírus foi detectada em um navio que atracou no Maranhão. Casos também foram registrados na Argentina. Por isso, a importância desta análise. O prefeito enfatizou que “até o presente momento não tem a variante indiana na cidade de São Paulo”.

Preparação

São Paulo já se prepara, caso a variante indiana seja encontrada no município. Para isso, foram realizadas ações como a ampliação dos leitos de enfermarias e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), a contratação das usinas de oxigênio e a autorização para que as Organizações Sociais possam importar kits de intubação.

“A cidade de São Paulo está se preparando e se antecipando, caso isso aconteça, de uma eventualidade da circulação desta nova variante. Para isso vamos tomar todas as medidas sanitárias”, disse o secretário.

Fonte: Prefeitura da São Paulo