Dobra número de mulheres vítimas de violência doméstica que buscam ajuda no projeto Justiceiras em março

Projeto completa um ano com 4,5 mil mulheres atendidas em todo o Brasil


Imagem: Divulgação


Por Mulher Cidadã em 8 de abril de 2021


Idealizado pela promotora de Justiça Maria Gabriela Manssur, o projeto Justiceiras completa um ano nesta quarta-feira (31) e registra mais de 4,5 mil atendimentos em todo o país. E chamou a atenção das equipes de atendimento e acolhimento de mulheres vítimas de violências domésticas que o número de pedidos de ajuda dobrou no mês de março em relação a 2020. Foram 658 denúncias em 2021, contrastando com uma média mensal de 340 pedidos nos 11 meses anteriores. Antes, uma média de 17 vítimas por dia preenchiam o formulário para solicitar apoio das Justiceiras contra 31 neste mês. A maioria, 52%, é do Estado de São Paulo.
Para a advogada Luciana Terra, liderança jurídica do projeto, o resultado reflete as parcerias com empresas, como Magalu (Magazine Luiza) e 99, empresa de tecnologia e mobilidade urbana, para dar mais visibilidade e apoio à iniciativa. “Estas parcerias facilitam o acesso das mulheres aos nossos canais de apoio e mostram que elas não estão sozinhas para denunciar e procurar ajuda. Há uma rede que não aceita a violência e está disposta a combater”.
Desde março, ao abrir o aplicativo da 99 e clicar na Central de Segurança, a usuária tem acesso a um formulário que direciona para a equipe das Justiceiras. A partir de uma análise multidisciplinar, inicia-se o contato e o acolhimento. Em um mês, 10% das mulheres que chegaram às Justiceiras o fizeram via aplicativo da 99. Ou seja, nos últimos 30 dias, a cada 24 horas cerca de duas mulheres procuraram ajuda usando o formulário das Justiceiras disponibilizado no aplicativo da empresa.
“Independente de onde tenha ocorrido a violência, seja em casa, no trabalho ou em uma corrida por aplicativo, a mulher pode e deve solicitar apoio usando nosso aplicativo e nós entendemos que é nosso papel apoiar ações como as Justiceiras para acolher estas vítimas e dar um basta neste ciclo de dor e agressão”, explica Livia Pozzi, diretora de Operações e Produtos da 99.
A violência doméstica sempre foi um problema no Brasil, mas os casos aumentaram por conta da pandemia de Covid-19, que fez muitas mulheres passarem a conviver mais tempo próximo dos seus agressores devido ao isolamento social. Para quase metade das assistidas pelo projeto Justiceiras, esta foi a primeira vez que buscaram ajuda de alguém fora do círculo familiar. “Percebemos que 45% desabafam com familiares e amigos, mas não conseguiram tomar a iniciativa de registrar oficialmente a violência,” explica a promotora Gabriela Manssur, idealizadora do projeto.
Manssur também comenta que sua ideia, de um projeto social multidisciplinar online para acolher e orientar mulheres em situação de violência, veio devido à dificuldade que a vítima possui de ir presencialmente aos órgãos públicos e expor sua vida pessoal, sobretudo diante do cenário da pandemia.
Um dos obstáculos para sair da condição de vítima e dar a volta por cima pode estar relacionado ao controle financeiro ou psicológico que os agressores possuem. A maioria que recorreu às Justiceiras (75%) ou está desempregada, vive do mercado informal ou não possui renda no momento. Para piorar, 35% moram com seus algozes, que são o atual companheiro (51% dos casos) ou ex-marido e namorado (48% dos casos).
Nesse cenário, sem privacidade, 32% são vigiadas no celular e outras 8% sofrem com a violência de outras pessoas da família. “Esse quadro, muitas vezes reflexo de uma conjuntura estrutural, desestimula a denúncia. Basta olhar com atenção para o que aconteceu no atual BBB (Big Brother Brasil, reality show exibido pela TV Globo), em que Carla Dias foi extremamente criticada e culpabilizada por não tomar uma atitude contra seu ‘namorado’ Arthur”, diz a advogada Luciana Terra.
Parcerias para ampliar o acesso
Desde o ano passado, quando começaram a crescer os números de agressões a mulheres por conta do isolamento social provocado pela Covid-19, a 99 estimula a denúncia e o combate à violência sofrida, seja em casa, no trabalho, no deslocamento, etc. Em 2020, por exemplo, a 99 financiou 20 mil corridas com destino as 180 delegacias de mulheres, no Brasil. Só no Estado de São Paulo, 6 mil pessoas utilizaram o benefício em seis meses. Agora, em abril, novamente as viagens até delegacias de mulheres terão subsídios no valor de R﹩20.
“Temos um forte compromisso com a segurança e com nossa sociedade, e investimos continuamente para aprimorar nossa plataforma. No ano passado, com a pandemia, entendemos que era nosso papel facilitar o deslocamento das vítimas de violência até uma delegacia e, avaliando os números e em conversas com as integrantes do ‘Mais Mulheres na Direção’, tomamos a iniciativa de conectar mais uma ponta deste processo, que é a de auxiliar as vítimas com apoio especializado, para que possam superar o ciclo de violência”, explica Livia Pozzi, diretora de operações e produtos da 99 e líder do “Mais Mulheres na Direção”, movimento que tem ações destinadas ao público feminino da plataforma, motoristas parceiras e, também, às colaboradoras da companhia, para encorajá-las a chegarem onde quiserem, a assumir a direção dos seus sonhos, das suas finanças e de suas vidas da melhor forma.
Idealizado pela promotora de Justiça Maria Gabriela Manssur, o projeto Justiceiras completa um ano nesta quarta-feira (31) e registra mais de 4,5 mil atendimentos em todo o país. E chamou a atenção das equipes de atendimento e acolhimento de mulheres vítimas de violências domésticas que o número de pedidos de ajuda dobrou no mês de março em relação a 2020. Foram 658 denúncias em 2021, contrastando com uma média mensal de 340 pedidos nos 11 meses anteriores. Antes, uma média de 17 vítimas por dia preenchiam o formulário para solicitar apoio das Justiceiras contra 31 neste mês. A maioria, 52%, é do Estado de São Paulo.
Para a advogada Luciana Terra, liderança jurídica do projeto, o resultado reflete as parcerias com empresas, como Magalu (Magazine Luiza) e 99, empresa de tecnologia e mobilidade urbana, para dar mais visibilidade e apoio à iniciativa. “Estas parcerias facilitam o acesso das mulheres aos nossos canais de apoio e mostram que elas não estão sozinhas para denunciar e procurar ajuda. Há uma rede que não aceita a violência e está disposta a combater”.
Desde março, ao abrir o aplicativo da 99 e clicar na Central de Segurança, a usuária tem acesso a um formulário que direciona para a equipe das Justiceiras. A partir de uma análise multidisciplinar, inicia-se o contato e o acolhimento. Em um mês, 10% das mulheres que chegaram às Justiceiras o fizeram via aplicativo da 99. Ou seja, nos últimos 30 dias, a cada 24 horas cerca de duas mulheres procuraram ajuda usando o formulário das Justiceiras disponibilizado no aplicativo da empresa.
“Independente de onde tenha ocorrido a violência, seja em casa, no trabalho ou em uma corrida por aplicativo, a mulher pode e deve solicitar apoio usando nosso aplicativo e nós entendemos que é nosso papel apoiar ações como as Justiceiras para acolher estas vítimas e dar um basta neste ciclo de dor e agressão”, explica Livia Pozzi, diretora de Operações e Produtos da 99.
A violência doméstica sempre foi um problema no Brasil, mas os casos aumentaram por conta da pandemia de Covid-19, que fez muitas mulheres passarem a conviver mais tempo próximo dos seus agressores devido ao isolamento social. Para quase metade das assistidas pelo projeto Justiceiras, esta foi a primeira vez que buscaram ajuda de alguém fora do círculo familiar. “Percebemos que 45% desabafam com familiares e amigos, mas não conseguiram tomar a iniciativa de registrar oficialmente a violência,” explica a promotora Gabriela Manssur, idealizadora do projeto.
Manssur também comenta que sua ideia, de um projeto social multidisciplinar online para acolher e orientar mulheres em situação de violência, veio devido à dificuldade que a vítima possui de ir presencialmente aos órgãos públicos e expor sua vida pessoal, sobretudo diante do cenário da pandemia.
Um dos obstáculos para sair da condição de vítima e dar a volta por cima pode estar relacionado ao controle financeiro ou psicológico que os agressores possuem. A maioria que recorreu às Justiceiras (75%) ou está desempregada, vive do mercado informal ou não possui renda no momento. Para piorar, 35% moram com seus algozes, que são o atual companheiro (51% dos casos) ou ex-marido e namorado (48% dos casos).
Nesse cenário, sem privacidade, 32% são vigiadas no celular e outras 8% sofrem com a violência de outras pessoas da família. “Esse quadro, muitas vezes reflexo de uma conjuntura estrutural, desestimula a denúncia. Basta olhar com atenção para o que aconteceu no atual BBB (Big Brother Brasil, reality show exibido pela TV Globo), em que Carla Dias foi extremamente criticada e culpabilizada por não tomar uma atitude contra seu ‘namorado’ Arthur”, diz a advogada Luciana Terra.
Parcerias para ampliar o acesso
Desde o ano passado, quando começaram a crescer os números de agressões a mulheres por conta do isolamento social provocado pela Covid-19, a 99 estimula a denúncia e o combate à violência sofrida, seja em casa, no trabalho, no deslocamento, etc. Em 2020, por exemplo, a 99 financiou 20 mil corridas com destino as 180 delegacias de mulheres, no Brasil. Só no Estado de São Paulo, 6 mil pessoas utilizaram o benefício em seis meses. Agora, em abril, novamente as viagens até delegacias de mulheres terão subsídios no valor de R﹩20.
“Temos um forte compromisso com a segurança e com nossa sociedade, e investimos continuamente para aprimorar nossa plataforma. No ano passado, com a pandemia, entendemos que era nosso papel facilitar o deslocamento das vítimas de violência até uma delegacia e, avaliando os números e em conversas com as integrantes do ‘Mais Mulheres na Direção’, tomamos a iniciativa de conectar mais uma ponta deste processo, que é a de auxiliar as vítimas com apoio especializado, para que possam superar o ciclo de violência”, explica Livia Pozzi, diretora de operações e produtos da 99 e líder do “Mais Mulheres na Direção”, movimento que tem ações destinadas ao público feminino da plataforma, motoristas parceiras e, também, às colaboradoras da companhia, para encorajá-las a chegarem onde quiserem, a assumir a direção dos seus sonhos, das suas finanças e de suas vidas da melhor forma.
Sobre Projeto justiceiras
Idealizado pela promotora de Justiça de São Paulo, Gabriela Manssur, fundadora do Instituto Justiça de Saia, em parceria com a advogada Anne Wilians, fundadora do Instituto Nelson Wilians e João Santos, fundador do Bem Querer Mulher, a plataforma conta com 5 mil voluntárias nas áreas do Direito, Psicologia, Assistência Social, Médica e uma rede de apoio com o objetivo de acolher mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
Idealizado pela promotora de Justiça de São Paulo, Gabriela Manssur, fundadora do Instituto Justiça de Saia, em parceria com a advogada Anne Wilians, fundadora do Instituto Nelson Wilians e João Santos, fundador do Bem Querer Mulher, a plataforma conta com 5 mil voluntárias nas áreas do Direito, Psicologia, Assistência Social, Médica e uma rede de apoio com o objetivo de acolher mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

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