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Rosas Faz 10 Anos: Rosas Periféricas anuncia a programação de junho

por Painel Cultural
em 02/jun/2021

Em junho, o Grupo Rosas Periféricas, atuante no Parque São Rafael, Zona Leste paulistana, apresenta a programação que encerra a primeira etapa do projeto Rosas Faz 10 Anos – Memórias de Um Teatro Maloqueiro, iniciado em março de 2021, por meio da 34ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, com remontagens de seu repertório, realização de saraus e oficinas e apresentações de grupos convidados.

Todas as atividades são gratuitas e transmitidas pelas redes sociais do grupo. Dois espetáculos do repertório do Rosas Periféricas serão revisitados, em junho: o infantil Rádio Popular da Criança, entre os dias 3 e 25/6 (quintas e sextas, às 15h), e Vênus de Aluguel, no período de 3 a 26/6 (quintas e sábados, às 20h).

Acontece ainda o quarto encontro virtual do Sarau da Antiga 28 Pergunta, evento no qual o sarau do Rosas Periféricas recebe integrantes de outro sarau da cidade: no dia 26/6 (sábado, às 17h), o convidado é o Sarau Elo da Corrente para uma entrevista e justa homenagem – representado por Raquel AlmeidaDouglas Silva e Guinniver. E, fechando as atividades da primeira etapa do projeto comemorativo de seus 10 anos, o grupo realiza a roda de conversa As Mulheres e o Teatro, no dia 30/6 (quinta, às 20h), com participação da convidada Marta Baião (pesquisadora, diretora teatral, atriz, artista plástica e feminista).

Espetáculo infantil: Rádio Popular da Criança

03, 04, 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de junho. Quinta e sexta, às 15h

Grátis. Duração: 40 minutos. Classificação: Livre (indicação a partir de 4 anos).

Transmissão: Facebook/rosas.perifericas | Youtube/RosasPeriféricas

A estreia oficial de Rádio Popular da Criança, texto escrito por Gabriela Cerqueira, foi em 2013. No enredo, quatro palhaços, apresentadores da Rádio Popular da Criança, fazem provocações ao público usando cenas que instigam o diálogo aberto sobre a responsabilidade com o lugar em que vivemos. Vidrilho, Metálicio e as repórteres Papelúcia e Plastiqueta comandam um programa que é pura diversão, mas também recheado de informação e conhecimento sobre nosso planeta. Quadros sobre ecologia, reciclagem e consumo consciente desfilam pela programação da rádio, que inclui ainda música ao vivo, radionovela, previsão do tempo e entrevistas.

Texto: Gabriela Cerqueira. Direção: Rogério Nascimento. Elenco: Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis e Rogério Nascimento. Sonoplastia: Rogério Nascimento. Cenografia e adereços: O Grupo. Figurino: Isa Santos. Colaboração cenográfica: Patrícia Faria. Marcenaria: Leandro Melque. Cenotécnica: Thabata Bluntrit. Iluminação: Edu Luz. Juventude Rosas Periféricas: Michele Saints. Produção geral: Michele Araújo. Produção executiva: Paulo Reis e Michele Araújo. Administração: Monica Soares. Transmissão de vídeo: Rogério Nascimento. Criação e revisão de textos: Gabriela Cerqueira. Produção audiovisual: Mazze Filmes. Fotografia: Andressa Santos. Arte gráfica: Rafael Victor. Social media: Jhuly Souza. Intervenção nas redes: Cia. Palhadiaço. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Grupo Rosas Periféricas.

Espetáculo: Vênus de Aluguel

03, 05, 10, 12, 17, 19, 24 e 26 de junho. Quinta e sábado, às 20h

Grátis. Duração: 60 minutos. Classificação: 18 anos

Transmissão: Facebook/rosas.perifericas | Youtube/RosasPeriféricas

Vênus de Aluguel, escrita pelo paulistano Walner Danziger (1969), foi montada pelo Rosas Periféricas em 2009 com direção de Andressa Cabral. Ficou em cartaz no extinto Teatro X, na Bela Vista, centro de São Paulo, onde se localiza a faculdade na qual os integrantes concluiram o curso de Artes Cênicas. A peça, agora revisitada pelo projeto comemorativo de 10 anos, fala sobre Beth, uma jovem atriz, que vive as angústias e frustrações de sua carreira e decide não mais se sujeitar a dançar em uma boate. “Aprendemos muito com esse trabalho porque, além de ser a primeira montagem profissional do grupo, na época vivíamos traumas pessoais semelhantes aos relatados no texto de Danziger. A marginalidade apresentada pelo dramaturgo corre também no nosso sangue”, relatam os integrantes.

Texto: Walner Danziger. Elenco: Gabriela Cerqueira, Michele Araújo e Paulo Reis. Direção: O Grupo. Participação em vídeo: Miriam Nascimento e Monica Soares. Figurino: Daíse Neves. Cenário: Daíse Neves e Diego DAC. Iluminação: Edu Luz. Operação de luz: Rogério Nascimento. Trilha: Andressa Cabral. Trillha sonora original: Edu Luz. Operação de som: Monica Soares. Juventude Rosas Periféricas: Michele Saints. Produção geral: Michele Araújo. Produção executiva: Paulo Reis e Michele Araújo. Administração: Monica Soares. Transmissão de vídeo: Rogério Nascimento. Criação e revisão de textos: Gabriela Cerqueira. Produção audiovisual: Mazze Filmes. Fotografia: Andressa Santos. Arte gráfica: Rafael Victor. Social media: Jhuly Souza. Intervenção nas redes: Cia. Palhadiaço. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Grupo Rosas Periféricas.

Sarau: Sarau da Antiga 28 Pergunta

26 de junho. Sábado, às 17h

Convidado: SARAU ELO DA CORRENTE | Raquel Almeida, Douglas Silva e Guinniver

Grátis. Ao vivo. Duração: 1h. Livre.

Transmissão: Facebook/rosas.perifericas | Youtube/RosasPeriféricas

Com Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Monica Soares, Paulo Reis e Rogério Nascimento.

Sarau da Antiga 28 Pergunta são encontros virtuais ao vivo, como visitas e homenagens a saraus tradicionais de São Paulo, cuja experiência irá nortear suas novas edições. A ideia dos encontros é entender a dinâmica de cada um, conhecer suas histórias e reverenciá-los. Mas não se trata só de uma entrevista, há também lugar para momentos de literatura marginal com poesias e lançamento de livro. O Rosas Periféricas começou a participar de saraus em 2015. Em 2016, criou o Sarau da Antiga 28, propondo discussões e reflexões sobre política, mulheres, América Latina e cor da pele, tudo regado por poesia lida e inventada. O nome vem da primeira sede do grupo, cuja Rua Martin Lumbria era conhecida como “antiga Rua 28”, no Parque São Rafael. Nomes como Marta Baião (atriz, dramaturga e diretora), Germano Gonçalves (escritor), Walner Danziger (escritor), Juliana Morelli (atriz e artista plástica) e Coletivo Via (artes visuais) e as bandas ArmaMentes, Fuga Operária e ManaTiana já passaram pelo Sarau da Antiga 28.

No dia 26 de junho o Sarau da Antiga 28 recebe os poetas Raquel AlmeidaDouglas Silva e Guinniver, integrantes do Sarau Elo da Corrente. Fundado, em 2007, no bairro de Pirituba, em São Paulo, o sarau é a principal atividade do Coletivo Literário Sarau Elo da Corrente, cujo objetivo é construir referências positivas sobre o bairro, abrindo um espaço de livre expressão, produção cultural e registro dessa produção. O Sarau Elo da Corrente, que acontece no Bar do Santista, é um encontro literário e comunitário que fomenta a produção de conhecimento oral e escrito e difusão da cultura de periferia, negra e nordestina. Do encontro desdobram-se outras atividades como manutenção de uma biblioteca comunitária, espetáculo de poesia falada, um blog e a Elo da Corrente Edições, editora independente que publica obras de artistas parceiros.

Roda de conversa:  As Mulheres e o Teatro

Convidada: Marta Baião

30 de junho. Quarta, às 20h

Transmissão: Facebook/rosas.perifericas | Youtube/RosasPeriféricas

Finalizando as atividades da primeira etapa do projeto Rosas Faz 10 Anos – Memórias de um Teatro Maloqueiro, acontece a primeira Roda de Conversa da programação com Marta Baião, que é diretora teatral, atriz, artista plástica e feminista. A roda de conversa – As Mulheres e o Teatro – é virtual é mediada pelos integrantes do Grupo Rosas Periféricas. O encontro vai abordar até onde vai o ocultamento da mulher na cena contemporânea e seu protagonismo inviável no segmento de matriz patriarcal. Marta Baião é doutora em Artes pela USP e cursa pós-doutorado na USP/FFLCH / DIVERSITAS – Núcleo de Estudos da Diversidades, Intolerâncias e Conflitos. Possui Mestrado em Artes Cênicas / USP, pós-graduação  lato Sensu –  formação em Psicodrama e  graduação em Artes Plásticas pela UFES. É pesquisadora, repórter fotográfica, atriz, encenadora, ilustradora, artivista feminista e criadora de instalações performativas, entre outras atividades.

TRANSMISSÃO

Projeto: Rosas Faz 10 Anos – Memórias de Um Teatro Maloqueiro

Programação de junho/2021

Links de transmissão:

https://www.facebook.com/rosas.perifericas
https://www.youtube.com/channel/UC6_M2YIWkAlwGwWTAV6hsmg

Instagram/rosasperifericas | Facebook/rosas.perifericas | Youtube/RosasPeriféricas

O Projeto

Com dois anos de duração, o projeto Rosas Faz 10 Anos – Memórias de Um Teatro Maloqueiro busca visibilidade e possibilidade de pesquisa para o grupo de teatro que trabalha em um dos extremos da grande metrópole. “Queremos não só fazer parte como também narrar a história de dentro dela e poder dividir sonhos e possibilidades com outras mulheres e homens das comunidades”, são unânimes os integrantes (Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento). “Queremos atuar como referência para aqueles que querem produzir arte na região e nos conectar com quem já produz, tecendo redes e ampliando olhares”, completam. A programação reúne profissionais, artistas e projetos atuantes no mesmo universo do Rosas Periféricas, que compartilham experiências e trabalhos, tecendo uma rede cultural na periferia: Saraus tradicionais da cidade, oficineiros de arte para crianças e jovens, rodas de conversa comandadas por mulheres representativas do teatro (Marta Baião e Fernanda Haucke) e coletivos teatrais convidados com suas pesquisas e vozes inspiradoras (As Caracutás, Femisistahs, Buraco d’Oráculo, CTI Companhia Teatro da Investigação, Grupo Pandora e Cia. Bendita).

Uma mostra de repertório do Grupo Rosas Periféricas acontece ao longo do projeto com revisitação de produções realizadas entre 2009 e 2019: Vênus de Aluguel (2009), Rádio Popular da Criança (2013), Narrativas Submersas (2014), Lembranças do Quase Agora (2015), Labirinto Selvático (2016) e Ladeira das Crianças – TeatroFunk (2019), além da leitura dramática da peça A Mais Forte (2010) e apresentação da performance Fêmea (2012). Também tem a edição de um livro com a trajetória do grupo e a produção de um filme que vai registrar todo o processo do projeto Rosas Faz 10 Anos, mostrando como é de fato ocupar o território periférico com arte e cultura. Ambos serão lançados em uma Festa-Exposição aberta à comunidade no fechamento do projeto. Com esta jornada, o Rosas Periféricas pretende refletir sobre o próprio trabalho, a partir do distanciamento produzido pelo tempo e pela revisitação de sua obra, além de concretizar diálogos artísticos e comprovar que o público periférico pode e deve acessar a arte, mesmo que pareça algo distante.

Fonte: Verbena

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