#EMCASACOMSESC debate Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial e Direito ao Esquecimento em Tempos de Redes Sociais


Por PsicoMundo em 09/jan/2021

Com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos, a série Ideias, promovida desde maio de 2020 pelo Sesc São Paulo, por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tensionam a agenda sociocultural e educativa atual. Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Seguindo com a programação em 2021, na próxima terça-feira, 12 de janeiro, convidados abordam o tema Nossos Passos no Percurso da Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial Brasileira. Na quinta-feira, 14 de janeiro, o debate é sobre O Direito ao Esquecimento em Tempos de Redes Sociais. Para mais informações sobre a mesa e seus participantes, consulte a programação abaixo.

PROGRAMAÇÃO IDEIAS #EMCASACOMSESC

12 de janeiro, terça-feira

Nossos Passos no Percurso da Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial Brasileira

A luta antimanicomial preza pelo cuidado em liberdade, feito de maneira territorial, intersetorial, multiprofissional, afirmando e assegurando o direito à saúde e à saúde mental. Entretanto, em meio à pandemia de coronavírus, um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde propõe revogar portarias referentes à Política Nacional de Saúde Mental, colocando em risco o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e o modelo de atenção psicossocial. Dessa forma, deixariam de vigorar as portarias que criam as Equipes de Consultórios na Rua, o Serviço Residencial Terapêutico e as Unidades de Acolhimento – portarias essas que estabelecem procedimentos ambulatoriais e reveem o financiamento dos CAPS para a criação de Ambulatórios Gerais de Psiquiatria e de Unidades Especializadas em Emergência Psiquiátricas, extinguindo o programa de reestruturação da assistência psiquiátrica hospitalar no SUS. A mesa propõe abordar os riscos de uma remanicomialização do cuidado em saúde mental e do sofrimento ocasionado pelas violações de direitos das pessoas que vivem em situação de rua, em manicômios judiciários ou aprisionadas nos mais diversos tipos de institucionalização.

Participantes:

Rachel Gouveia – assistente social, doutora em Serviço Social pela PUC-SP, professora na Escola de Serviço Social da UFRJ.

Eliene Rocha dos Santos – psicóloga, especialista em Psico-Oncologia pelo Hospital Santa Marcelina, integrante da equipe do Consultório na Rua.

Mediação:

Ivani Francisco de Oliveira – psicóloga, mestra em Psicologia Social pela PUC-SP, conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Estado de São Paulo (CRP- SP).

Apresentação:

Dulci Lima – pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

14 de janeiro, quinta-feira

O Direito ao Esquecimento em Tempos de Redes Sociais

Na atualidade, a biografia das pessoas é definida, em grande parte, pelo o que está nas redes sociais e na internet. Muitos querem obter o máximo de visibilidade. Mas o que significa um cidadão demandar privacidade e ter certos aspectos de sua vida ocultados? Quais são os impactos sociais e individuais de uma memória que não cessa e está disponível a uma simples busca na web? A mesa debate a origem e o conceito do direito ao esquecimento e seus possíveis conflitos com o interesse público pela informação.

Participantes:

Paula Sibilia – professora da UFF, pesquisadora do CNPq e da FAPERJ. Autora do livro “O Show do Eu: A Intimidade como Espetáculo” (Editora Contraponto), entre outros. Doutora em Saúde Coletiva pela UERJ e em Comunicação e Cultura, pela UFRJ.

Luiz Fernando Marrey Moncau – ex-pesquisador no Center for Internet and Society da Stanford Law School e ex-coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio. Advogado, formado pela PUC-SP, e doutor em Direito Constitucional pela mesma universidade.

Mediação e apresentação:

Danilo Cymrot – mestre e doutor em Criminologia pela Faculdade de Direito da USP. Pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.
Fonte: Conteúdo Comunicação