Brasileiros alcançam recorde histórico de endividamento

Confira 5 dicas para organizar sua vida financeira

DO1 Economia | 17 de agosto de 2021


Imagem Divulgação

A pandemia de Covid-19 afetou a população brasileira de muitas maneiras. A vida financeira foi uma das mais atingidas. Um levantamento nacional aponta que no último mês de maio, o percentual de brasileiros endividados no País alcançou o recorde histórico de 68% do total de famílias desde 2010. O estudo indica ainda que as famílias com dívidas ou contas em atraso alcançou 24,3%, mas ainda 0,8 ponto percentual abaixo do apurado no mesmo período de 2020.

O coordenador de cursos presenciais da Centro Universitário Anhanguera de São Paulo, formado em a dministração , Henrique Lachi, diz que o cenário reflete a situação financeira dos cidadãos em um período atípico de pandemia. “O bolso do brasileiro foi muito afetado neste período e precisamos de cautela porque não sabemos como e quando o mercado irá se recuperar”, avalia.

Para o especialista, o momento abre o debate para a importância de se preparar para lidar com suas próprias finanças. “A fim de estimular a independência e responsabilidade financeira, seja criança, jovem ou adulto, é preciso ter a educação financeira como aliada. Isso fará com que o indivíduo no futuro faça o uso consciente do dinheiro e saiba lidar com problemas nessa área, principalmente nessas situações inesperadas, como a pandemia”. Ele lembra ainda que o descontrole das finanças pode trazer outros problemas, como transtornos emocionais, afetando a vida de toda a família.

A seguir, o coordenador lista cinco passos para auxiliar na organização da vida financeira:

  1. Consultar seu CPF: entender e ter conhecimento da extensão da sua dívida. É muito comum que as pessoas, para afastar os problemas, ignorem as cobranças. Mas é preciso é encarar esse desafio, pois, quanto mais se adia, mas os débitos aumentam. Por isso, é importante fazer um levantamento inicial de todas as pendências financeiras. Há aplicativos de celular que fazem essa busca, mas certifique-se antes de que o software é oficial da empresa de proteção ao crédito.
  2.  Negociar: com o resultado da sua busca em mãos, é a hora de começar a organizar para negociá-las junto ao credor. Mas, antes, a dica é fazer uma seleção daquelas com valores mais altos; priorizar a negociação destas. A razão está nos juros: quanto maior o débito, maior será o encargo. Algumas empresas oferecem sites específicos para esse tipo de negociação. Outra dica é fazer uma consulta. Às vezes, há boas opções de quitação sendo oferecidas, não custa tentar. Caso não consiga pela internet, busque contato por telefone ou presencialmente no credor e se mostre disponível para negociação.
  3. Cortar gastos supérfluos: ‘Quero negociar, mas não tenho dinheiro para pagar? Então, você precisa de um plano’. O ideal é colocar na ponta do lápis todas as despesas fixas como água, luz, telefone e aluguel, por exemplo. E as despesas variáveis, como parcelamentos de compras. Faça uma análise para enxergar onde reduzir. Nessa etapa é preciso cortar gastos considerados supérfluos, aqueles que não farão falta caso sejam eliminados. Somente assim você conseguirá recursos para quitar suas dívidas.
  4. Controlar de compras futuras: depois da organização da vida financeira, controlando gastos supérfluos e quitando dívidas, o conselho é manter os hábitos aprendidos para não perder todo o esforço realizado. Nesse passo é muito importante que se evite comprar a prazo, portanto é bom que o indivíduo reflita se o bem que está sonhando comprar é realmente necessário. Caso seja de extrema necessidade ele deve pesquisar valores, negociar descontos. Sabemos que é um pouco mais difícil, mas adiar a compra para tentar pagá-la à vista é, de longe, a melhor opção. Organize-se para juntar dinheiro. Dessa forma, manterá o nome limpo e poderá usá-lo quando precisar de crédito para aquisição de bem de maior valor, como um carro ou uma casa.
  5. Planejar: Nunca renuncie ao planejamento. Uma vez que conseguiu organizar a vida financeira, não corra riscos. Mantenha a planilha de entradas e saídas, tenha uma visão ampla de onde está indo seu dinheiro. E o mais importante: envolva as pessoas da casa, demonstre o valor de cada bem, esclareça os gastos e dê uma visão de futuro; de onde se pretende chegar com esse planejamento. Conquiste aliados para sua organização financeira.

Fonte: Ideal HKS